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Pandemia

Escolas luxemburguesas foram das menos afetadas pelos confinamentos

O relatório de 2021 sobre a educação no Grão-Ducado volta a destacar desigualdades no sistema de ensino luxemburguês, que se tornaram mais visíveis com os impactos da pandemia.

© Créditos: AFP

O relatório de 2021 sobre a educação no Luxemburgo volta a destacar desigualdades no sistema de ensino luxemburguês, que se tornaram mais visíveis com os impactos da pandemia.

O relatório, o terceiro do género depois de 2015 e 2018, foi apresentado esta quinta-feira pela Universidade do Luxemburgo, na presença do ministro da Educação, Claude Meisch. Segundo o governante, "o sistema escolar luxemburguês não está ainda suficientemente adaptado à diversidade social e cultural do país" e revela velhas e novas desigualdades.

"O contexto socioeconómico desempenha ainda um papel decisivo na carreira escolar dos alunos e o fosso social continua a aumentar no sistema escolar do Luxemburgo", é uma das conclusõese e reforça os relatórios anteriores.

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Entre as outras conclusões, e pela positiva, o relatório revela que as escolas luxemburguesas foram das menos afetadas pelos confinamentos impostos pela pandemia do que as escolas de outros países. Os estabelecimentos escolares já estavam bem equipados com recursos digitais antes da crise e permitiram facilmente as aulas à distância.

O documento aindica ainda baixas competências digitais dos estudantes, que são inferiores à média internacional. No entanto, esperam-se melhorias nos próximos anos, depois da introdução do novo curso de Ciências Digitais, este ano letivo.

No campo da educação para o desenvolvimento sustentável há um grande número de projetos e ferramentas que as autoridades estão a implementar na educação formal e não formal.

Para fortalecer a justiça social e garantir mais oportunidades de formação, sobretudo para os alunos mais desfavorecidos, o Ministério da Educação refere que vai continuar a apostar na diversificação da oferta educacional, que conta já com seis escolas públicas internacionais.

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Entre outras medidas está o ensino plurilingue no pré-escolar, novos programas para o ensino primário, estruturas de acolhimento gratuitas a partir do próximo ano letivo e o alargamento, para breve, da escolaridade obrigatória dos 16 para os 18 anos, tal como anunciou Claude Meisch no passado mês de setembro.