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Menezes assume derrota no Porto e pede união em torno do vencedor

O candidato do PSD/PPM/MPT à Câmara do Porto, Luís Filipe Menezes, assumiu hoje a derrota na cidade e pediu união em torno do vencedor, o independente Rui Moreira.

“Eu não estou habituado a perder, é a primeira vez que perco. É bom em democracia ter a humildade de conhecer o sabor de uma não-vitória, de uma derrota. Assumo com a mesma tranquilidade com que assumi as vitórias”, afirmou Menezes na sede de candidatura.

O social-democrata assinalou que “Portugal precisa de um Porto forte e de um Norte forte e por isso o vencedor das eleições, que é o Dr. Rui Moreira, pelo que vi nas sondagens com uma vantagem apreciável, deve ser apoiado por todos os portuenses.”.

“Todos se devem unir à volta do presidente eleito e prestar-lhe todo o apoio e solidariedade. O Porto precisa e Portugal precisa”, realçou Menezes.

O candidato referiu ainda não ver “outro cenário daqui por diante que não seja ver os portuenses reunidos à volta do presidente eleito e dar-lhe nos próximos quatro anos todo o apoio para que ele possa protagonizar muitos dos sonhos” que ele próprio “tinha para a cidade”.

“Esta derrota é uma derrota que assumo pessoalmente. Não é uma derrota do meu partido em termos nacionais, não é uma derrota de ninguém que me tenha aconselhado mal, é uma derrota minha, pessoal”, admitiu.

E acrescentou: “a minha mensagem e as minhas propostas não chegaram com resultado aos portuenses. Tenho de reconhecer e reconheço com toda a tranquilidade, com a máxima das humildades. É assim que tem de ser em democracia”.

Questionado sobre o seu futuro na câmara do Porto, respondeu que irá decidir “em função de dois parâmetros absolutamente legítimos” nomeadamente “o que é melhor para o partido” e para a “sua representação para preparar o projeto futuro para a cidade”.

“Desde já e terei de falar com os dirigentes do partido. Eu sou um escrupuloso respeitador dos órgãos partidários. (…) E não é numa noite como hoje que eu iria estar aqui a dizer que decisão iria tomar sem falar com os agentes do meu partido”, explicou.

Disse ainda que “depois de tantos anos de ter servido” o partido e o país, é “legítimo” pensar na sua “própria vida pessoal que será também um fator a ponderar para tomar uma decisão”.

Por fim, Menezes reiterou que “dada a forma pessoalizada como decorreu esta campanha”, a derrota foi sua e não “do presidente do PSD nem do primeiro-ministro nem do governo”

Sobre os concelhos de Gaia e Sintra, referiu: “não foi tão-somente numa penalização ao governo mas uma penalização a quem dirigiu os processos eleitorais”.

A sede de candidatura, em Santa Catarina, esteve tomada por jornalistas até as 20:45, hora a que chegou o candidato Luís Filipe Menezes para o seu discurso de derrota.

A comitiva de apoiantes esperou pelos resultados a poucos metros da sede, no Grande Hotel do Porto e gritou ‘Menezes, Menezes” à sua chegada.

Além de Menezes (PSD/MPT/PPM), concorriam à Câmara do Porto Rui Moreira (independente), Manuel Pizarro (PS), Pedro Carvalho (CDU), José Soeiro (BE), Nuno Cardoso (independente), José Carlos Santos (PCTP/MRPP) e José Manuel Costa Pereira (PTP).