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Sustentabilidade

Universidade portuguesa lidera projeto europeu para reduzir desperdício alimentar

A iniciativa "Wasteless" tem um financiamento de 5,5 milhões de euros e é coordenado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD).

© Créditos: Conscious Design/Unsplash

Fonte: Lusa

O projeto europeu “Wasteless” quer reduzir o desperdício alimentar em 20%, tem um financiamento de 5,5 milhões de euros e é coordenado pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), foi esta sexta-feira anunciado.

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A investigadora Ana Barros, do Centro de Investigação e Tecnologias Agroambientais e Biológicas (CITAB), da UTAD, em Vila Real, afirmou que o projeto quer contribuir para “reduzir para cerca de metade o desperdício alimentar ‘per capita’, a nível do retalho e dos consumidores, até 2030”.

“Este projeto também terá um impacto positivo significativo, na próxima década, na redução das emissões de gases de efeito estufa, contribuindo para a estratégia de diminuição do impacto das alterações climáticas”, disse Ana Barros, citada em comunicado.

Com duração de três anos, o “Wasteless” junta um consórcio multidisciplinar composto por investigadores da Áustria, Bélgica, Dinamarca, Eslovénia, Espanha, Estónia, França, Grécia, Hungria, Itália, Portugal, Chéquia, Suíça e Turquia.

Cada habitante europeu desperdiça 179kg/ano

O CITAB citou dados do Parlamento Europeu e, em comunicado, referiu que, em média, cada habitante europeu desperdiça, anualmente, 179 quilos.

Isto faz, acrescentou, com que nos 27 Estados-membros da União Europeia “se desperdicem cerca de 88 milhões de toneladas de alimentos, um valor que ascende a 143 mil milhões de euros, a cada ano”.

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A proveniência deste desperdício tem várias origens, destacando-se o desperdício doméstico (40%) e aquele que provém da indústria agroalimentar (39%).

O restante acontece na restauração (14%) e na distribuição (5%).

Segundo explicou o CITAB, “por ser nas cozinhas das famílias que ocorre grande parte deste desperdício, serão usados vários estudos de caso para avaliar o destino final de alguns grupos de alimentos como as frutas e vegetais, sumos de fruta, carnes processadas, derivados do leite, cereais ou outros”.

“Estes e outros casos práticos são as melhores formas que temos para avaliar e medir de forma objetiva quais os principais mecanismos de ação que permitirão, a longo prazo, diminuir e reutilizar estes desperdícios”, afirmou Ana Barros.

O “Wasteless” vai ainda recomendar um quadro para a quantificação do desperdício alimentar e, em simultâneo, desenvolver uma “caixa de ferramentas” de apoio à decisão.

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“O que pretendemos é criar ferramentas para toda a cadeia de valor alimentar com base nos pontos de recolha do projeto que vão estar presentes em todos os territórios da União Europeia”, apontou a investigadora do CITAB.