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Alemanha avança com novas restrições a partir de 28 de dezembro

O número de visitas por casa vai ser restrito e as discotecas vão voltar a fechar a partir desta data. A propagação explosiva da Omicron obriga a medidas apertadas que serão tomadas amanhã numa reunião de urgência.

© Créditos: Fabian Sommer/dpa

Fonte: Redação

Após as festas de Natal, a Alemanha quer restringir os contactos entre a população para travar a escalada das infeções pela nova variante Omicron. Amanhã, o Governo reúne-se de urgência com os representantes dos 16 estados do país para serem impostas novas medidas à população, que irão entrar em vigor a partir de 28 de dezembro.

A partir dessa data, as famílias vacinadas ou recuperadas só poderão receber um máximo de 10 convidados, em simultâneo, em sua casa, e todos têm de estar imunizados. Nas casas dos não vacinados só poderão entrar duas visitas, em simultâneo, e do mesmo agregado familiar. Esta é uma das novas restrições em cima da mesa, a par com o encerramento das discotecas e outros locais de dança, para limitar desde já os contactos nas festas de fim de ano. Os eventos culturais e desportivos também irão ter novos limites de público.

Infeções duplicam a cada dois dias

Para o Governo, a diminuição dos contactos sociais é crucial para combater o aumento de casos de infeção pela covid-19, especialmente as infeções da variante Omicron. Atualmente, a taxa de incidência de casos desta nova variante está a “duplicar entre dois a quatro dias”, alertou um grupo de 19 especialistas do país num relatório divulgado domingo, frisando que as próximas semanas e meses vão ser muito complicadas, com a Omicron a poder conduzir a uma “propagação explosiva de casos”.

"Se a propagação da variante Omicron na Alemanha continuar assim, uma parte significativa da população ficará simultaneamente doente e/ou em quarentena", escreveram os peritos no seu relatório. É que, avisam a nova variante está a elevar a pandemia a uma nova dimensão, mais perigosa, pois "infecta muito mais pessoas num período de tempo muito curto, infetando mais os vacinados e recuperados”, do que as outras variantes.

Para estes especialistas, a Omicron pode representar uma séria ameaça à manutenção das "infraestruturas críticas", incluindo hospitais, polícia, bombeiros, telecomunicações e até abastecimento de água e eletricidade.

"A proteção das infraestruturas críticas do nosso país requer uma preparação completa e imediata", declararam os especialistas.

Neste domingo, o ministro da Saúde Karl Lauterbach, excluiu um confinamento rigoroso como o imposto nos Países Baixos vizinhos, mas advertiu que um "número crítico" de casos de Omicron já foi ultrapassado. "Esta onda já não pode ser completamente detida e temos de a enfrentar", disse Lauterbach numa entrevista à televisão ARD.

Ler mais:Alemanha teme onda gigante da nova variante Omicron

Vacinação lenta

Desde que tomou posse este mês, o governante tem feito um grande esforço para sensibilizar os não vacinados a imunizarem-se e os vacinados a levar a dose de reforço.

A campanha de vacinação na Alemanha tem sido relativamente lenta, e mais de um quinto da população com cinco anos ou mais, ou seja, 18 milhões de pessoas elegíveis ainda não estão vacinadas, segundo dados do Ministério da Saúde.

Atualmente, existe já uma espécie de confinamento parcial para os não vacinados, dado que apenas os imunizados ou recuperados da infeção pelo SARS-CoV-2 podem aceder a restaurantes, hotéis ou lojas não essenciais.

Com Agências